segunda-feira, 9 de maio de 2011

Resumo da aula do Prof. ADILSON - 04/05

Oi, pessoal...


As duas primeiras do professor Adilson, achei bem dinâmica e estava mais fácil de compreender, isso comparando com o 1º Bimestre.


Acho que as pesquisas que fizemos antes da aula contribuíram mesmo em proporções menores para filtrar o conteúdo. Assim não ficamos tão tensos, preocupados com o foco,  só obter informações não era a prioridade e sim em trocar informações.
Espero que esse conteúdo possa ajudar aqueles que não puderam comparecer a aula ou os que foram mas querem rever o assunto.




Resumo da Aula: (explicação)
Como sempre Professor Adilson interagindo com os alunos fazendo perguntas diretas e indiretas. Para simplificar a evolução dos gêneros textuais ele dividiu em fases:


1ª Fase - Pré - históricos
            * Cultura essencialmente oral


2ª Fase - Por volta do século VII A.C Escrita Alfabética


3ª Fase - XV - Imprensa


4ª Fase - Revolução Industrial
            * Europa - XVIII
               Brasil - XIX - XX
5ª Fase - Revolução Tecnológica


Em suma define-se gêneros textuais como:
Praticas sócio-comunicativas caracterizadas por uma estrutura relativamente estável e, sobremaneira, por uma função social. 
 ----- Gêneros Textuais = Textos Materializados ----




Esses Gêneros diferem-se do TIPOS TEXTUAIS que esses por sua vez são seqüências linguisticas no interior dos textos.
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Discurso - Espaço abstrato concretizado por vários textos:


* Literário
* Psicanalítico
* Publicitário
* Jornalístico
* Científico


***Esses discursos foram escolhidos pelo professor para serem trabalhados em classe de acordo com o perfil. Para ficar mais claro como não lembro de todos especificamente como mesmo expressou vou exemplificar alguns:


O literário porque é o discurso ( gênero)  que ele domina.
O Psicanalítico envolve o nosso curso (óbvio) rsrs...e assim sucessivamente ele foi explicando o usso e domínio em cada área.


Mas para que esses discursos se concretizem precisamos dos SUPORTES TEXTUAIS : Espaço físico que possibilita a concretização do gênero textual.
EX: Para a Musica - CD




Definições Gerais:




Intertextualidade  intergêneros ou Intergeneridade - é um gênero em função do outro.


Interegeneidade Tipológica - é quando o mesmo testo apresenta vários tipos textuais.


Competência Metagenérica - é a competência no conhecimento dos tipos e genêros textuais.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Projeto Genoma - Bioética na Saúde

O que é  genoma?

        O genoma (conjunto de genes de uma espécie) está contido na área da ciência denominada genética, que é responsável pelo estudo da reprodução, herança, variação e de aspectos relacionados à descendência.
Como surgiu o projeto?

As primeiras propostas para se mapear o genoma humano surgiram em 1985, quando um grupo de cientista pretendiam detectar mutações em homens.
Com isso foi criado o Projeto Genoma Humano, que faz parte de um financiamento público. Mais tarde Craig Venter funda a empresa Celera Genomics, que faz parte de um financiamento particular e que tinha como um dos principais objetivos seqüênciar todo o genoma humano antes do projeto genoma humano.
Para fazer a pesquisa a Celera diz ter usado o DNA de pessoas anônimas e que estas não eram nem atores, políticos e muito menos de pessoas que tenham um intelecto assustador.
Os cientista dizem que não importa, de quem vem o DNA, pois todos têm o mesmo conjunto de genes, exceto pelo fato de alguns terem predisposição para algumas doenças e isso acarreta numa variação de pessoa para pessoa.
No dia 26 de junho de 2000 a Celera anunciou que havia seqüenciado 100% do genoma humano. Logo após a Celera já fez o pedido da patente de 6500 genes, mesmo tendo usado informações do Projeto Genoma Humano .
O grande problema da patente não é esse, e sim que se cada empresa tiver o direito a um gene ou genoma de alguma espécie, se outra empresa vier a desenvolver um medicamento que envolva o genoma da outra empresa, terá que pagar uma fortuna a ela para fabricar o remédio inviabilizando sua produção.
Até agora foram descobertos o genoma de mais de 33 espécies mostrando as nossas semelhanças moleculares resultantes da evolução.
Tudo isso gera uma grande polêmica discutida na Bioética. Como serão as regras desse jogo?
Quando os cientistas descobrirem a função de cada gene nos cromossomos essa questão da Bioética ficará ainda mais complicada. A predisposição para determinada doença poderá levar à uma discriminação.
Um exemplo disso aconteceu nos E.U.A. com Terri Seargent, de 43 anos, que foi despedida de um emprego, como gerente de escritório , apos o resultado positivo dos exames que detectaram uma doença genética que matou seu irmão. Nos últimos dias estamos acompanhando as decisões do uso de exames genéticos pelos seguros de saúde na Inglaterra.
Podemos concluir, que essa descoberta irá revolucionar o mundo. E nós, no Brasil, nos igualamos aos laboratórios de primeiro mundo ao mapearmos o genoma da bactéria Xylella, causadora do amarelinho desenvolvendo tecnologia própria e abrindo caminho para o genoma câncer, genoma da cana-de-açúcar e outros.
Quem são os participantes?

O Brasil também participa do Projeto Genoma Humano, apesar da nossa tecnologia não ser muito avançada estamos investindo muito nesse projeto.
As principais iniciativas tomadas foram a da clonagem dos genes pelo laboratório da pesquisadora Mayana Zatz; o Projeto Genoma Humano do Câncer está em andamento graças a união da Fapesp, Instituto Ludwig, Unicamp,
EPM e da Faculdade de Medicina da USP;  o Genoma Cana pode levar o Brasil a liderar a pesquisa em genoma de plantas e o objetivo deste é desvendar o seqüenciamento genético da cana-de-açúcar, que foi apresentado pelos cientistas da Copersucar à FAPESP em 1998, e está sendo estudado até hoje e ainda o seqüenciamento de uma praga de lavoura de laranja chamada de Xylella fastidiosa.
O integrantes do Projeto Genoma do Câncer realizado no Brasil, pretendem identificar os genes associados aos tipos de câncer mais freqüentes no país, para que assim possam facilitar futuramente a cura do paciente com esta patologia.
A descoberta do seqüenciamento genético da praga Xylella fastidiosa que ataca os laranjais foi o principal motivo que levou o Brasil a se destacar com Projeto Genoma Humano, os grupos de pesquisa do país pela primeira vez trabalharam em cooperação, trocando dados em tempo real pela Internet até
decifrar todas as 2,7 milhões de bases nitrogenadas desta praga.
O projeto da praga foi tão bem sucedido, que ganhou o reconhecimento internacional, sendo capa da revista britânica Nature e da Science (EUA.).
Isto é muito gratificante para o país, pois assim conseguimos provar que não é por ser de um país subdesenvolvido e de tecnologia atrasada, que não se pode realizar grandes projetos com êxito.
Quais os objetivos deste projeto?

 
 
O Projeto Genoma Humano (PGH) é um empreendimento internacional, projetado para uma duração de quinze anos. O mesmo teve início em 1990 com vários objetivos, entre eles identificar e fazer o mapeamento dos cerca de 80 mil genes que se calculava existirem no DNA das células do corpo humano; determinar as seqüências dos 3 bilhões de bases químicas que compõe o DNA humano; armazenar essa informação em bancos de dados, desenvolver
ferramentas eficientes para analisar esse dados e torná-los acessíveis para novas pesquisas biológicas. Outro objetivo do PGH é descobrir todos os genes na seqüência de DNA e desenvolver meios de usar esta informação no estudo da Biologia e da Medicina, envolvendo com isso a melhoria e
simplificação dos métodos de diagnósticos de doenças genéticas, otimização das terapêuticas para essas doenças e prevenção de doenças multifatoriais (doenças causadas por vários fatores), no que diz respeito a saúde.
Porém, seu objetivo principal é construir uma série de diagramas descritivos de cada cromossomo humano, com resolução cada vez mais apuradas mas, para isto é necessário: dividir os cromossomos em fragmentos menores que possam ser propagados e caracterizados  e depois ordenar os mesmos de forma a corresponderem a suas respectivas posições nos cromossomos, ou seja, fazer o mapeamento.
Segundo Jordan (1993)- pesquisador envolvido no PGH - o verdadeiro objetivo inicial do PGH não era o seqüenciamento muito complexo, caro e trabalhoso porém, um mapeamento detalhado do genoma, só que, no decorrer do processo,os progressos tecnológicos foram tão grandes que propiciaram o
seqüenciamento mesmo antes do prazo previsto. No entanto, alguns críticos do PGH argumentam que seus objetivos eram tratar, curar ou prevenir doenças, só que, para eles, este é um longo caminho e por enquanto seu principal resultado são as companhias de biotecnologia comercializando kits diagnósticos.
A grande importância do PGH é sua busca pelo melhoramento humano e a tentativa de tratar, prevenir ou até mesmo curar doenças genéticas com outras causas de doença (álcool, drogas, pobreza...), considerando-as todas de origem genética e divulgando que um dia encontremos uma "solução genética" para estas condições de saúde. Porém devemos lembrar que a
análise genética não é infalível e seus dados são, com freqüência, mal interpretados devido a uma tendência ideológica da qual os pesquisadores participam quase que inconscientemente. Para o pesquisador Wilke (1994) tamanha ênfase na constituição genética da humanidade pode nos levar a esquecer que a vida é mais do que a mera expressão de um programa genético escrito na química do DNA . Ao mesmo tempo o professor José Roberto Glodim e a bióloga Úrsula Matte na publicação de um texto pela Internet dizem que
"...não devemos atribuir ao PGH mais importância do que ele realmente pode.
Tome-se por exemplo a anemia falciforme, uma das doenças genéticas mais conhecidas e a primeira a Ter seu gene identificado. Chama a atenção o atraso das pesquisas e a pouca participação da genética na melhoria da condição de saúde dos pacientes e o PGH não vai mudar essa situação a curto prazo, pois o conhecimento de um gene é uma garantia de avanço terapêutico."
Sobre as autoras desta página
Alessandra Soares faz iniciação científica no Grupo de Cromatografia do Instituto de Química de São Carlos.
Daiane Hansen faz iniciação científica no Grupo de Biofísica do Intituto de Física de São Carlos.
Ambas são alunas do último ano do curso de Licenciatura em Ciências Exatas da USP de São Carlos.

PROJETO MANHATTAN - Pesquisa de Bioética na Saúde

O Projeto Manhattan, ou formalmente Distrito de Engenharia de Manhattan, foi um esforço durante a Segunda Guerra Mundial para desenvolver as primeiras armas nucleares pelos Estados Unidos da América com o apoio do Reino Unido e do Canadá. O projeto foi dirigido pelo General Leslie R. Groves e a sua pesquisa foi dirigida pelo fisico estadounidense judeu J. Robert Oppenheimer, após ter ficado claro que uma arma de fissão nuclear era possível e que a Alemanha Nazista estava também a investigar tais armas para si.
Embora tenha envolvido pesquisa e produção em treze locais diferentes, o Projecto Manhattan foi largamente desenvolvido em três cidades científicas secretas que foram estabelecidas por poder de domínio eminente: Hanford, em Washington, Los Alamos, no Novo México e Oak Ridge, no Tennessee.
A algumas famílias em Tennessee foram dados avisos de duas semanas para evacuarem as quintas e terras que possuíam há gerações. O laboratório de Los Alamos foi construído em terrenos que eram da Escola Rancho de Los Alamos, um colégio interno privado para rapazes. O sítio de Hanford, que cresceu para quase 1000 milhas quadradas (2600 km²), incorporava terras de algumas quintas e de duas pequenas aldeias, Hanford e White Bluff
O projecto trabalhava na concepção, produção e detonação de três bombas nucleares em 1945.
Os três principais sítios existem hoje como o Sítio Hanford, Laboratório Nacional Los Alamos e Laboratório Nacional Oak Ridge. Em 1945, o projecto empregava cerca de 130.000 pessoas e o seu pico de custo perfazia um total de cerca de US$ 2 bilhões ($21 bilhões em 1996 [1]) Os bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki mataram centenas de milhares de pessoas imediatamente, e muitos mais após alguns anos.
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O Distrito de Engenharia de Manhattan

No verão de 1942, Leslie Groves era deputado do chefe de construção para o Corpo de Engenheiros do Exército e tinha supervisionado a construção do Pentágono, o maior edifício de escritórios do mundo. Almejando um comando além-mar, Groves opôs objecções quando Somervell o incumbiu de liderar o projecto de armamento. As suas objecções foram rejeitadas e Groves demitiu-se da responsabilidade de liderar um projecto que julgava ter poucas hipóteses de sucesso.

Uma selecção de locais nos E.U.A., importantes para o Projecto Manhattan.
A primeira coisa que Groves fez foi rebaptizar o projecto como O Distrito Manhattan (The Manhattan District). O nome evoluiu do costume do Corpo de Engenharia de renomear os distritos com o nome da cidade principal (o quartel-general de Marshall na cidade de Nova Iorque). Ao mesmo tempo, Groves era promovido a Brigadeiro General, o que lhe conferiu a graduação julgada necessária para lidar com os cientistas veteranos do projecto.
Cerca de uma semana após a sua nomeação, Groves tinha resolvido os problemas mais urgentes do Projecto Manhattan. A sua maneira de ser rigorosa e eficaz tornar-se-ia em breve familiar para os cientistas atómicos.
O primeiro grande obstáculo científico ao projecto foi resolvido em 21 de Dezembro de 1942, sob as bancadas de Stagg Field na Universidade de Chicago. Imediatamente, uma equipa liderada por Enrico Fermi iniciou a primeira reacção nuclear em cadeia auto-sustentada. Uma chamada telefónica encriptada de Compton, dizendo "O navegador italiano (referindo-se a Fermi) aterrou no novo mundo", para Conant em Washington, DC, trouxe a notícia de que a experiência tinha sido um sucesso.

Referências externas

 

 Bibliografia

  • Badash, Lawrence, Joseph O. Hirschfelder, Herbert P. Broida, (eds) Reminiscences of Los Alamos, 1943-1945, Dordrecht, Boston: D. Reidel, 1980, ISBN 90-277-1097-X, LoC QC791.96.R44
  • Bethe, Hans A. The Road from Los Alamos, NY: Simon and Schuster, 1991, ISBN 0-671-74012-1
  • Groueff, Stephane, Manhattan Project: The Untold Story of the Making of the Atomic Bomb, (Boston: Little, Brown & Co, 1967) A história definitiva acerca do trabalho técnico do Projecto, incluindo muitos dos pouco conhecidos feitos técnicos.
  • Jungk, Robert, Brighter Than a Thousand Suns: A Personal History of the Atomic Scientists, (NY: Harcourt, Brace, 1956, 1958)
  • Groves, Leslie, Now it Can be Told: The Story of the Manhattan Project (New York: Harper, 1962) A história administrativa do Projecto, pelo seu líder.
  • Herken, Gregg, Brotherhood of the Bomb : The Tangled Lives and Loyalties of Robert Oppenheimer, Ernest Lawrence, and Edward Teller (New York: Henry Holt and Co., 2002). ISBN 0-8050-6588-1
  • Hoddeson, Lillian, Paul W. Henriksen, Roger A. Meade, and Catherine L. Westfall, Critical Assembly: A Technical History of Los Alamos Druring the Oppenheimer Years, 1943-1945, Cambridge, 1993
  • Rhodes, Richard, The Making of the Atomic Bomb (New York: Simon & Schuster, 1986) ISBN 0-671-44133-7 Uma excelente história contemporânea geral do Projecto.
  • Serber, Robert, The Los Alamos Primer: The First Lectures on How to Build an Atomic Bomb (University of California Press, 1992) ISBN 0-520-07576-5 Original de 1943, "LA-1", desclassificado em 1965. adequado para estudantes universitários de Física.
  • Serber, Robert, Peace and War: Reminiscences of a Life on the Frontiers of Science, (NY: Columbia Un. Press, 1998), ISBN 0-231-10546-0, LoC QC16.S46A3 1998
  • Sherwin, Martin J., A World Destroyed: The Atomic Bomb and the Grand Alliance (New York: Alfred A. Knopf, 1975). ISBN 0-394-49794-5
  • Smyth, Henry DeWolf, Atomic Energy for Military Purposes; the Official Report on the Development of the Atomic Bomb under the Auspices of the United States Government, 1940-1945 (Princeton: Princeton University Press, 1945). (Smyth Report)

Gêneros Textuais >> Definição e Funcionalidade

Esse Slide explica de forma mais detalhada os gêneros textuais, assim como a diferença entre Tipo textual e Gênero textual.



























Gêneros Textuais

Galera...
Esse Slide tem uma explicação mais básica e superficial, para facilitar a relação com a explicação que o professor passou na quarta-feira passada (27/04/11). Dessa forma acho mais fácil para ler principalmente quem não dispõe de muito tempo para a leitura detalhada do livro.





















V Feira de Saúde Mental e ECOSOL, 21 de Maio

Pessoal é super importante participar de feiras e congressos não só por conta das atividades complementares, mas tem algo muito importante que implica  na questão financeira, mas infelizmente só posso revelar no dia da apresentação do meu grupo porque foi uma dica de uma das psicólogas que entrevistei....(rsrsrs). Se não perde a graça!


terça-feira, 3 de maio de 2011

Pesquisa Interpretação e Produção de Texto - 2º Bimestre

A Heterogeneidade Tipológica nos Gêneros Textuais
Os gêneros textuais são inúmeros, apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição própria. Alguns exemplos de gêneros textuais:telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, notícia jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante, instruções de uso, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo por computador, aulas virtuais entre outros.


Tipo textual é uma seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas).Os tipos textuais abrangem algumas categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção .
TIPO TEXTUAIS
GÊNEROS TEXTUAIS
a) São constructos teóricos definidos por propriedades lingüística intrínsecas.
a) São realizações lingüísticas concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas.
b) Constituem seqüências lingüísticas ou seqüências de enunciados no interior dos gêneros e não são textos empíricos.
b)Constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas.
c) Abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal.
c)Abrange um conjunto aberto e ilimitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função.
d) Designações teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição.
d)Exemplo de gêneros: crônicas jornalísticas, folhetos publicitários,atas de reuniões, relatórios, ensaios, etc.

Devemos ter claro que há uma grande heterogeneidade tipológica nos gêneros textuais. Os gêneros são uma espécie de armadura comunicativa preenchida por seqüências tipológicas de base que podem ser bastante heterogêneas, mas relacionadas entre si. Ao se nomear um texto como "narrativo", "descritivo" ou "argumentativo", não se está nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de seqüência de base.
Texto adaptado do artigo Gêneros Textuais:definição e funcionalidade
de Luiz Antônio Marcushi.
.::Lembretes Importantes::.
O ensino de produção de texto pela perspectiva dos gêneros apresenta resultado satisfatório quando se propicia ao aluno, desde cedo, contato com uma diversidade textual, ou seja, com os diferentes gêneros textuais que circulam socialmente, inclusive aqueles que expressam opinião. Além disso, compreende-se que a aprendizagem se dá em espiral, isto é, os gêneros devem ser freqüentemente retomados, aprofundados e ampliados, , de acordo com a série, com grau de maturidade dos alunos, com suas habilidades lingüísticas e com a área temática de seus interesses.
Através do ensino-aprendizagem de produção de texto pela perspectiva dos gêneros, o professor passa a ser um especialista nas diferentes modalidades textuais, orais e escritas, de uso social.
Assim, a sala de aula transforma-se numa oficina de textos de ação social, viabilizada e concretizada pela realização de projetos e adoção de algumas estratégias, como enviar uma carta para um aluno de outra classe, fazer um cartão e ofertar a alguém, enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura, realizar uma entrevista, etc.
Na avaliação, o bom texto é aquele que é adequado à situação comunicacional para o qual foi produzido, ou seja, se a escolha do do gênero, se a estrutura, o conteúdo, o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto.
O ato de escrever é dessacralizado e democratizado, pois todos os alunos devem aprender a escrever todos os tipos de texto.